Portugal

Portugal é um país com muitos mistérios e a sua origem remonta aos tempos da antiga Lusitânia. Muitos ainda hoje se interrogam como foi possível este pequeno país conseguir manter-se independente do domínio Espanhol e conservar a sua autonomia até aos dias de hoje.

Este pequeno texto, ajudará a compreender, do ponto de vista geográfico, algumas particularidades do nosso território, que poderão estar na origem deste inigualável cantinho Europeu. Alguns historiadores não têm a mesma opinião, contudo após a apresentação destes factos, parece-me que a própria natureza assim quis e assim o desenhou.

Portugal continental é um país europeu de dimensão média com 89.000 km2, comparável à Áustria, República Checa e Hungria. É claramente maior do que os países mais pequenos; Suíça, Bélgica, Holanda e os mais pequenos Luxemburgo, Liechtenstein ou Andorra.

O território Português corresponde a um quinto do total da península ibérica, forma um retângulo vertical com cerca de 560km de comprimento (N-S) entre a vila de Melgaço e o cabo de Santa Maria, no Algarve, e cerca de 218km de largura (W-E) entre a foz do rio Neiva, em Castelo do Neiva, e a fronteira do Douro com Espanha.

A parte oriental, mais interior do país, é o prolongamento da meseta ibérica com as serras da Estrela, Caramulo e Gardunha a imporem-se na paisagem e a marcarem claramente a diferenciação entre o litoral e o interior.

Portugal tem 5 rios principais que desaguam no oceano atlântico. Os três maiores nascem em Espanha, Douro, Tejo e Guadiana, e só o Mondego e o Sado têm a sua nascente e foz no território Português.


A fronteira mais importante e mais extensa é o oceano atlântico. Portugal é essencialmente um país marítimo, a proporção entre a zona costeira e a sua área total é três vezes maior do que a média Europeia. Com um total fronteiriço de 3007km, o mar, só por si, representa 1793km, ou seja quase 60% do total. Assim, as fronteiras de Portugal são constituídas da seguinte forma: fronteira marítima – 60%, fronteira fluvial – 27%, Fronteira terrestre – 13%. Se descontarmos a costa marítima os números sobre a fronteira luso-espanhola são ainda mais impressionantes, vejamos: fronteira fluvial – 66%, equivalente a dois terços, fronteira terrestre montanhosa – 20% – equivalente a um quinto, fronteira terrestre por linhas convencionais – 14%.

Principais rios e Serras da fronteira luso-espanhola.

Região norte

Rio Minho – de Moledo a Melgaço. Serras; do Laboreiro, da Peneda Gerês, do Soajo e da Amarela. Rio Lima – em torno da barragem do Alto Lindoso. Serras; do Larouco, da Coroa e de Montesinho. Rio Douro – de Paradela a barca d’Alva.


Região centro

Rio Águeda – de Barca d’Alva a Freixo de Espada à Cinta. Serras; da Estrela, da Malcata, e do Açor. Rio Erges, de Vale Feitoso a Monfortinho. Rio Tejo, de perto de Vila Velha de Rodão a Lisboa.

Região Sul

Rio Sever – de Vila Velha de Rodão a Marvão. Serra de São Mamede. Rio Caia – de Reguengos a Santo Ildefonso. Rio Guadiana, 1º troço – de Santo Ildefonso à barragem de Alqueva. Serras; do Ficalho, da Adiça. Rio Chança – Vila Verde de Ficalho a Pomarão. 2º troço – do Pomarão a Vila Real de Santo António.

Em suma, poderemos afirmar que as barreiras naturais, quer fluviais quer montanhosas formam 86% da fronteira luso-espanhola. Por isso Portugal, e os antigos condados Portucalenses sempre formaram, geograficamente, um território facilmente destacável do resto das Espanhas.

Por tais motivos, Portugal é um país com uma oferta turística muitíssimo variada que oferece, desde montanha, rios, praias, planícies imensas, boa gastronomia num território de fácil deslocação e com ambientes muito diversos. Somos um povo secular que habita este cantinho há mais de 2000 anos, representando uma cultura genuína, um saber fazer e receber únicos no mundo, com uma capacidade de integração e tolerância incomparáveis.

Venha daí, esperamos por si!

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